Prof. Diego Leite de Barros comenta sobre como se recuperar rápido para a próxima corrida.

Crioterapia é uma das técnicas utilizadas pelos corredores

O atleta disputou a corrida em um fim de semana e no próximo já tem outra prova pela frente. Nesse curto espaço de tempo, algumas dicas podem ajudar esse praticante de corrida, que precisa se recuperar rapidamente.

Segundo Diego Leite de Barros, educador físico e fisiologista da equipe de Sport Check-Up do Hospital do Coração, competir dois finais de semana seguidos pode ser um problema ou não. “Depende do nível de treinamento do atleta e da exigência que ele colocou em cada uma das provas”, afirma.

Em geral, o ideal é que o corredor evite essa prática, já que isso pode prejudicar o rendimento na competição seguinte. E se a distância for superior a dez quilômetros é pior ainda. “O problema está na sobrecarga muscular. O estresse físico causa microlesões na célula muscular e este reparo necessita de tempo. Nas provas mais curtas a intensidade é maior, porém o tempo de utilização da musculatura é menor e por consequência a recuperação é mais rápida”, explica Diego.

Mesmo assim, existem algumas técnicas que aceleram o processo de recuperação da fibra muscular. “Um dos processos usados atualmente é a crioterapia, ou seja, fazer uso do gelo ou banheira gelada na musculatura mais estressada”, diz o fisiologista.

Durante a semana de intervalo entre uma corrida e outra, o treinamento não pode ser puxado como de costume. “Treinos mais leves, priorizando a qualidade de movimento, ajudam na recuperação. Atualmente, como alternativa, recomendamos atividades aquáticas”, orienta Diego.

É importante reforçar que o corredor não deve exigir tanto de si a ponto de comprometer o desempenho nas provas. Por isso, a orientação do fisiologista é que cada pessoa respeite seu próprio limite de tempo e distância.

Rápida absorção

De acordo com o nutricionista esportivo mestre em neurociências, Rafael Brasilia, para se recuperar de uma prova, o praticante de corrida deve adotar uma refeição líquida com rápida absorção e que contenha carboidratos e proteínas. “O ideal é o consumo de 0,3 a 0,5 gramas de proteína por quilo de peso corporal”, aconselha.

A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia
A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia

Já em relação à quantidade que se deve consumir de carboidrato, isso varia de atleta para atleta. “Existem pessoas que tomam um shake pós-prova e ficam sem fome”, fala. Mas também tem aqueles que necessitam de uma refeição sólida depois de 30 a 60 minutos. “Então, este shake fica mais moderado e em sequência o atleta faz uma grande refeição”, conclui o nutricionista.

Para as refeições seguintes do dia, o conselho do nutricionista é a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, batata doce, mandioca e inhame. Lembrando também que a hidratação é essencial.

Com os treinos reduzidos na semana que antecede a próxima prova, é fundamental que se tenha uma dieta equilibrada, sendo que há restrição na ingestão de carboidratos. “Na antevéspera e véspera da prova voltam os carboidratos com força total”, enfatiza Rafael.

E mesmo que o treinamento esteja mais leve, a recomendação é que o atleta mantenha os suplementos de uso normal. “Você está se recuperando de um esforço máximo e se preparando para outro esforço”,  finaliza.

Fonte: www.webrun.com.br

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