Atividade física desenvolve o aprendizado de pessoas com deficiência

Normalmente os pais e responsáveis acreditam que a fórmula para a criança ou adolescente ter um bom desempenho escolar é mais estudo e menos brincadeira, que os momentos de lazer podem atrapalhar o aprendizado dos pequenos, entretanto, os especialistas desconstroem esse pensamento, e afirmam que quanto mais diversão maior é probabilidade de ter notas azuis no boletim.

“Tanto a prática regular de esportes quanto o esforço físico decorrente das brincadeiras na juventude podem contribuir bastante com a capacidade de aprendizado de crianças e adolescentes. Cabe aos pais administrar os horários dos filhos para que eles possam estudar e se exercitar de maneira equilibrada”, afirma o fisiologista do ‘Sport Check-Up’ do HCor, Diego Leite de Barros.

A prática de esportes e atividades físicas estimula a criança a desenvolver não só a capacidade de reconhecer seu corpo, suas limitações e o seu potencial físico, mas também a sua habilidade de raciocinar e de tomar decisões. Isso ocorre porque a criança acaba criando um caminho de condução do estímulo entre o cérebro e os músculos ainda mais eficiente. Esta capacidade se desenvolve ao longo dos anos e facilita o processo de aprendizagem em diferentes níveis cognitivos e motores.

No caso de pessoas com deficiência, o doutor Diego diz que é difícil indicar um esporte ou atividade mais adequada devido aos diferentes níveis de desenvolvimento e dos tipos de deficiências, mas de um modo geral, afirma que as práticas mais recomendadas são as realizadas em equipe, que possuem regras, e as que estimulam os jovens de diferentes maneiras, com a grama, areia ou água, por exemplo. Vale lembrar que a prática de esportes e atividades físicas deve ser sempre supervisionada por professores e com acompanhamento médico regular.

“Esportes como futebol, vôlei de praia ou polo aquático cumprem bem com essa função, mas mesmo as modalidades individuais como natação, ciclismo e artes marciais também exercem um papel muito importante não só na aprendizagem, mas também na capacidade de concentração dos jovens. São vivências que eles só terão com a exposição ao esporte, dificilmente uma atividade lúdica dentro de casa ou em uma clínica vai trazer esse tipo de benefício para eles”, comenta.

Mas não é só entre a infância e a adolescência que a prática de atividades físicas gera benefícios para as habilidades cognitivas. Em idades mais avançadas, nas quais a capacidade de raciocínio pode ficar comprometida em função das reduções no desempenho neural, os exercícios também têm grande importância.

“Assim como acontece com as crianças, exercícios físicos na fase adulta ou na terceira idade também auxiliam, entre outras funções cognitivas, a capacidade de concentração e raciocínio. Por isso, manter um estilo de vida ativo e saudável é sempre muito importante para que possamos enfrentar as limitações impostas pelas diferentes fases da vida”, finaliza o fisiologista do HCor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>